domingo, 22 de outubro de 2084

Professor

     "Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim, não morre jamais." 

Rubem Alves

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

«Um» SMS ou «uma» SMS ?

     SMS é a sigla da expressão inglesa Short Message System.

     De acordo com o Ciberdúvidas, se nos referirmos ao sistema, a sigla é do género masculino: um sistema de pequenas mensagens: o SMS.

     Porém, se nos referirmos à mensagem propriamente dita, o género é feminino: a SMS.

     Assim, quando nos referimos à mensagem, deveremos dizer "enviar / receber uma SMS" e "enviar / receber uma mensagem pelo SMS". O que não será o mais adequado é dizer "enviar / receber um SMS", pois o que se envia ou recebe caso a caso são mensagens e não o sistema que se usa.

Autárquicas 2017: mais maior grande


     Maior ou mais grande?

     O adjetivo "grande" tem duas formas de comparativo de superioridade: a irregular - maior - e a regular / analítica - mais grande.

     Porém, a forma "mais grande" tem um uso restrito. De facto, segundo Celso Cunha e Lindley Cintra, ela é usada exclusivamente "quando se confrontam duas qualidades ou atributos do mesmo adjetivo" ( o mesmo sucede com outros adjetivos: muito mau / pior; muito bom / melhor; muito pequeno / menor):
  • "Esta casa é mais grande do que bonita." (* "Esta casa é maior do que bonita.")
  • "O cão do Pinto da Costa é mais grande do que perigoso." (* "O cão do Pinto da Costa é maior do que perigoso.")
  • "Ele foi mais mau do que desgraçado." (* "Ele foi pior do que desgraçado.")
  • "Aquela tese está mais grande do que boa." (* "Aquela tese está maior do que boa.")
  • "Bruno de Carvalho [não] é mais bom do que inteligente." (* "Bruno de Carvalho é melhor do que inteligente.")

Em todas as outras situações, ou seja, «quando se comparam qualidades de dois seres ou objetos, não se deve dizer "mais bom", "mais mau" nem "mais grande", mas, sim, as formas especiais melhor, pior e maior»:
  • "Esta casa é maior do que a tua."
  • "O cão do Pinto da Costa é maior do que o meu."
  • "Ele foi pior do que o colega."
  • "Aquela tese é maior do que a do Madureira."
  • "Bruno de Carvalho [não] é melhor do que qualquer um de nós."

Bibliografia:
          . Ciberdúvidas;
          . Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra.

Documento Orientador das Aprendizagens Essenciais

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Tom Sawyer - Episódio 25: "Um rapaz obstinado"

SLANT

     Não sabe o que é?

     O António Duarte explica aqui: Michaela: o sucesso da velha escola no século XXI.

Jornalismo da treta


     Este é um excerto de uma notícia do jornal Record on-line. É também mais um exemplo de gente que escreve e desconhece as mais elementares regras da língua portuguesa, neste caso da colocação do pronome pessoal em adjacência verbal.

     Fariam-no?

     Fá-lo-iam, caríssimo "jornalista". 

     Modestamente, passe por aqui para evitar escrever baboseiras.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

As seis fases da crise na Europa

     «A maior crise económica e financeira desde a Grande Recessão de 1929 começou há dez anos. Os problemas no mercado hipotecário de alto risco nos EUA ("subprime") já se sentiam há alguns meses, e os seus efeitos na volatilidade de alguns segmentos de mercado eram visíveis há semanas. Mas foi a 9 de agosto de 2007 que o BCE pela primeira vez injetou liquidez de emergência no sistema financeiro da Zona Euro para combater o congelamento dos fluxos de crédito interbancário. Desde então, com erros e sucessos, o BCE insuflou o seu balanço para 4,25 biliões de euros, ou quase 12, 5 mil euros por europeu, numa crise de uma década que pode ser dividida em seis fases:

1: Os primórdios da crise, de 9 de agosto de 2007 a 15 de setembro de 2008

     A desconfiança entre bancos força o BCE a injetar liquidez pela primeira vez no sistema financeiro da Zona Euro a 9 de agosto de 2007. Os meses seguintes são confusos e voláteis e o BCE ainda sobe juros em julho de 2008. Dois meses depois cai o Lehman Brothers nos EUA, dando início à grande crise financeira internacional.


2: A grande crise internacional, de 15 de setembro de 2008 a 23 de abril de 2010

     A queda do Lehman Brothers em setembro de 2008 marcou o início da grande crise internacional. A desconfiança generalizou-se por todo o sistema financeiro das economias avançadas, os bancos centrais coordenaram-se em medidas de cedência de liquidez e corte de juros. Em seis meses o BCE passou a taxa central de 4,25% para apenas 1% em maio de 2009.


3: Zona Euro sob ameaça, de 23 de abril de 2010 a 2 de novembro de 2011

     A terceira fase da crise é marcada pelo agudizar dos problemas da Zona Euro, com vários resgates de Estados-membros, a começar pelo grego em abril de 2010. Seguiu-se o irlandês em novembro de 2010 e o português em abril de 2011. A ligação diabólica entre a saúde do sistema financeiro e dos respetivos soberanos fazia sentir-se em toda a força, e começa mesmo a ameaçar grandes países como a Espanha e a Itália.


4: Draghi muda o jogo, de 2 de novembro de 2011 a 4 de julho de 2013

     A entrada de Mario Draghi para a liderança do BCE em novembro de 2011 muda o jogo da crise. Em dezembro avança com empréstimos de muito longo prazo que devolveram alguma tranquilidade aos grandes bancos da periferia. Confrontado com o ressurgir de pressões sobre as taxas de juro na periferia, em julho de 2012 faz o célebre discurso de Londres em que garante que o banco central fará "o que for preciso" para garantir a unicidade do euro e em setembro o BCE apresenta o OMT, o programa de compra de dívida pública de países em dificuldades. As taxas de juro começaram a baixar consistentemente desde então.


5: O fantasma da deflação, de 4 de julho de 2013 a 22 de janeiro de 2015

     Com a Zona Euro fora de perigo de vida, chegou a ameaça de deflação na Zona Euro. Em julho de 2013 o BCE estreia-se em medidas não convencionais, como o "forward guidance", ou seja, garantias de médio e longo prazo para a evolução da taxa de juro, o que nunca tinha feito. A ideia foi defender a Zona Euro da volatilidade provocada pelo início da normalização da política monetária nos EUA sinalizada na primavera de 2013 por Ben Bernanke na Fed. A taxa de inflação já estava a cair na Zona Euro e tinha chegado a 1,6% em julho de 2013. Em maio de 2014 já estava nos 0,5% e o BCE vai mais longe, estreando-se nas taxas de juro negativas em junho desse ano.


6: BCE começa compra de dívida pública, desde 22 de janeiro de 2015

     Um pouco mais de seis anos após a Reserva Federal, em janeiro de 2015 o BCE confirma que vai avançar com um programa de compra alargada de ativos, ao ritmo de 60 mil milhões de euros por mês, com destaque para a compra de dívida pública. O objetivo foi travar os riscos de deflação na Zona Euro. O problema foi reforçado em março de 2016 para compras de 80 mil milhões de euros mensais e cortes nas taxas central para 0% (de 0,05%) e de depósitos para -0,4% (de -0,3%). Em março de 2017, considerando que o risco de deflação desapareceu, o BCE volta a reduzir as compras mensais para 60 mil milhões de euros e guarda para o segundo semestre deste ano novidades sobre novas orientações para a política monetária, no que deverá configurar o início da sétima fase da crise.




FONTE: Jornal de Negócios

sábado, 12 de agosto de 2017

Autárquicas 2017: Isaltino Morais e os ensinamentos da prisão


O peso da Administração Pública


     Portugal tem funcionários públicos a mais, não tem?

     Parece que este estudo da OCDE vem contrariar essa ideia que nos é vendida há décadas.

     Repare-se na posição dos países nórdicos, cujo exemplo serve para muita coisa que nos querem impingir, e para a situação de Portugal face à média da própria OCDE.

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